A partir das "provocações" nas Oficinas de Formação, as Educadoras e Professoras do 1º Ciclo, elaboraram propostas de trabalho para concretizar em contextos educativos.Mas, para contextualizar essas propostas, quiseram saber o que pensavam as meninas e os meninos que dão vida aos projetos.
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Para provocar o debate e reflexão sobre o que essas crianças pensam de atividades de tempos livres e artísticas, praticadas por meninos e meninas, as educadoras leram o álbum "Os cães não dançam ballet"(textos de Anna Kemp e ilustrações de Sara Ogilvie, ed. Civilização). Na sinopse sobre este livro, apresentado pela Editora, pode ler-se: "Este cão não é como os outros: não faz coisas de cão, como fazer chichi nos postes, coçar-se ou beber água da sanita. Não, este cão gosta do luar, de música e de dançar na ponta dos pés (realce nosso). Este cão pensa que não é um cão, mas sim uma bailarina". Deveria dizer-se que "este cão pensa que é um bailarino" e, no final, Biff (o cão) prova que "os cães também dançam ballet!".
Este Billy Elliot, canino, tem que vencer as resistências da família da sua dona, da professora de ballet e da "sociedade" mas, tal como o pequeno Elliot, consegue vencer e conquistar o seu direito de ser bailarino! Como responderam então as crianças às questões sobre meninos e meninas em desportos e atividades artísticas? As crianças surpreendem-nos e surpreendem-se com as múltiplas possibilidades de Ser e Viver, não como "diferente", mas como pessoa com direito a SER! |


2 comentários:
É complicado para o adulto "aceitar" que um menino goste de ballet mas se começarmos desde tenra idade a "moldar" consciências e atitudes estaremos a dar um passo para a diferença/aceitação e em especial para o respeito.
Gostei muito de ver e ouvir os meninos do JI. Uma delícia...
É complicado para o adulto "aceitar" o facto de um menino gostar de ballet, no mínimo é estranho. Mas se tentarmos, desde tenra idade, "moldar" consciências talvez estejamos a dar um passo para a aceitação da diferença (os instituídos padrões-norma social) e especialmente para o respeito.
Gostei muito de ver e ouvir os meninos do JI. Uma doçura...
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